4 de Março de 2008

Fazer as pazes... com a vida

De que me serve a vida se a vivo em sonhos aprisionados dentro de mim? De que me serve o tempo se apenas o vivo à espera que termine...? De que me serve a morte se a sinto em vida? De que me serve o medo se não o enfrentar? Nada.
Foi demasiado tempo. Tive tempo para tudo... Tive tempo para cair e chorar. Tive tempo para aprender a levantar-me e revoltar-me contra a maré. Tive tempo para não mais acreditar e desistir... Tive tempo para tudo... até para não viver.
Não me foi fácil quebrar um mar de segredos só meus. Doeu-me abrir o coração onde escondo o meu maior tesouro: o meu amor por uma mulher. Tudo o mais que tenha são meras feridas minhas; desencantos meus; sonhos imperfeitos destruídos em silêncio. Foi demasiado tempo escondida da vida. Os caminhos por onde andei são meus. Ninguém os quis percorrer a meu lado... Cheguei até aqui pelo meu próprio pé mas cheguei.
Não sei porque passaste por mim... porque ficaste... porque me amas... porque ainda aqui estás, dentro de mim e em tudo o que hoje me completa. Não sei o que te fez ficar... sei que me fizeste reaprender a viver... e a acreditar. Se hoje choro é porque me faltam as palavras para te contar o quanto me fazes feliz e o quanto tinha saudades da vida...


Creative Commons License

4 comentários:

Maria disse...

Como te entendo...
Gostei da tua escrita e vou segui-la.
Um beijo da Maria

BrokenAngel disse...

Percebo perfeitamente... Quantas vezes amar tanto faz cair uma lágrima (ou mais)...

É no repouso do amor profundo que olhamos para trás e vemos e sentimos tudo o que já vivemos... todas as amarguras... todo o sofrimento ultrapassado...

No momento da paz...

Beijo

Druiel disse...

clap, clap, clap, well done mate clap, clap, clap

RV disse...

fico mt contente com este reencontro, daqui p a frente apenas escreves a história com os q interessam e os q querem fazer parte dela, o resto são pontos finais q em tempos tomaram o lugar das reticências,parabéns,

:)